Quem vende software mostra sempre o mesmo: um calendário bonito, arrastar e largar, cores. Numa demonstração de vinte minutos parece tudo igual e tudo excelente.
Os problemas aparecem à sexta semana, quando já tem lá seiscentos clientes e descobre que o sistema não sabe distinguir um banho de um Yorkshire de um banho de um Terra Nova.
Isto pressupõe duas decisões já tomadas: que o salão já precisa de um sistema e que o caderno ou o Excel deixaram de chegar. Se alguma delas ainda estiver em aberto, resolva-a primeiro, porque nenhuma demonstração lhe responde.
Segue-se uma lista de perguntas que se fazem antes, não depois. Levam dez minutos numa demonstração e poupam meses.
1. Consegue pôr aqui o meu caso mais complicado?
Não peça para verem o banho simples. Peça o pior: o cão de pêlo comprido, com nós, que vem duas vezes por ano e demora o dobro do tempo.
Se a resposta for "põe uma nota no campo de observações", é a resposta errada. Uma nota não muda o tempo reservado na agenda, e é o tempo reservado que determina se o dia derrapa.
2. Onde é que ficam as informações do animal?
Um cão com uma alergia, outro que não tolera secador, outro que morde quando lhe pegam nas patas de trás. Isso é informação que salva serviços e evita acidentes.
A pergunta a fazer é onde aparece. Se estiver guardada numa ficha que é preciso ir abrir de propósito, não vai ser vista à pressa num sábado de manhã. Tem de aparecer no momento em que a pessoa olha para a marcação.
3. Quantos cliques leva a marcar?
Peça para marcarem uma tosquia à sua frente, do princípio ao fim, e conte.
Num salão médio isto acontece dezenas de vezes por semana. Quatro cliques a mais, vinte vezes por semana, cinquenta semanas por ano, dão muitas horas de vida gastas em ecrãs.
4. O que acontece quando eu contratar alguém?
Hoje pode ser só você. Daqui a um ano talvez não seja.
Interessa saber se dá para separar acessos, se um funcionário pode ver a agenda sem ver a facturação, e se cada pessoa entra com a sua conta. Aprofundámos isso no artigo sobre dar acesso à equipa, e é a diferença entre crescer com ordem ou partilhar uma palavra-passe entre quatro pessoas.
5. Os clientes recebem alguma coisa em português de Portugal?
Parece pequeno até chegar ao cliente um email a falar de "agendamento" e "cadastro".
Um sistema traduzido do brasileiro ou do inglês passa uma imagem descuidada, e passa-a directamente para quem paga. Peça para verem uma mensagem real, tal como chega ao telemóvel do tutor.
6. Se eu quiser sair daqui, levo o quê?
A pergunta mais incómoda e a menos feita.
Clientes, contactos, histórico de visitas: tudo isso é património do salão, construído ao longo de anos. Se a resposta for vaga, ou se envolver pedir uma exportação por email a alguém, considere isso um sinal.
7. Quanto custa quando o salão crescer?
Preços por funcionário, por marcação ou por cliente comportam-se de maneira muito diferente à medida que o negócio cresce.
| Modelo de preço | Cresce bem? | A ter em conta |
|---|---|---|
| Valor fixo mensal | Sim | Previsível, mas confirme os limites do plano |
| Por funcionário | Depende | Contratar passa a ter um custo extra escondido |
| Por marcação | Mal | O sucesso do salão é penalizado |
| Gratuito com extras pagos | Cuidado | Perceber o que é mesmo indispensável |
Faça as contas para o salão que espera ter daqui a dois anos, não para o de hoje. E faça-as dos dois lados: a conta completa, incluindo o que já lhe custa não ter sistema nenhum, está no artigo sobre quanto custa um software de gestão a um salão.
Onde é Que o AgendaPet Entra
O AgendaPet foi construído para salões de banho e tosquia portugueses, e responde a estas sete perguntas de frente: as regras de serviço ajustam duração e preço ao animal concreto, as notas do pet acompanham a marcação, os acessos separam-se por perfil quando a equipa cresce, e tudo o que o cliente recebe está em português de Portugal.
A melhor forma de confirmar é fazer o teste da pergunta número um com um caso seu.
Antes de Assinar
Leve estas sete perguntas para qualquer demonstração, incluindo a nossa. Um fornecedor que responda bem a cinco ou seis está acima da média do mercado.
E deixe a marcação do caso mais difícil para o fim da conversa. É aí que se percebe se o sistema foi pensado para cães ou para clientes de cabeleireiro.
Se as respostas o convencerem, o passo seguinte não é copiar trezentos clientes num domingo. É passar a agenda por fases ao longo de um mês, que é onde a maioria das migrações se ganha ou se perde.
Experimente gratuitamente e faça o teste com o seu caso mais complicado.