Um salão com quatro mil seguidores e a agenda meio vazia é uma situação mais comum do que parece. E é frustrante, porque houve trabalho a construir essa audiência.
O problema quase nunca é o conteúdo. É que entre ver uma foto bonita de um cão e ter uma marcação feita há um caminho que ninguém tratou de construir.
Este plano assume o contrário do habitual: publicar menos, e garantir que cada publicação tem um destino.
Primeiro o destino
Antes de publicar seja o que for, pensa nisto: para onde vai quem se interessa?
Se a resposta for "manda mensagem", está a criar trabalho para si e a perder quem não quer conversar. Muita gente que marcaria com dois cliques não manda mensagem privada a um desconhecido, sobretudo fora de horas.
Um link fixo no perfil que leve diretamente a uma página com serviços e marcação resolve isso. É a peça que falta na maioria dos perfis de salões, e sem ela todo o resto rende menos.
Quatro publicações por mês chegam
Publicar todos os dias é insustentável para quem passa o dia com as mãos ocupadas, e não é isso que enche agendas.
Um ritmo semanal com quatro tipos diferentes cobre o que interessa:
| Semana | Tipo | O que é |
|---|---|---|
| 1 | Antes e depois | Um trabalho bem feito, com autorização do tutor |
| 2 | Ensinar alguma coisa | Como escovar em casa, com que frequência tosquiar |
| 3 | Bastidores | O espaço, o material, quem trabalha lá |
| 4 | Disponibilidade | Vagas desta semana, e como marcar |
A quarta é a que quase ninguém faz e a que gera marcações diretas. Uma publicação a dizer que há duas vagas na quinta de manhã é útil, concreta e fácil de responder.
O antes e depois é o formato vencedor
Não há nada que funcione melhor num salão de banho e tosquia, porque mostra exatamente o que a pessoa quer comprar.
Três coisas fazem a diferença entre um antes e depois bom e um qualquer: a mesma posição nas duas fotos, a mesma luz, e o cão de frente. Uma foto tirada de qualquer maneira no fim do serviço não mostra a transformação.
E há uma questão que precede tudo isto: a autorização do dono/tutor. Publicar a imagem do cão de um cliente sem lhe ter perguntado é um risco desnecessário, e resolve-se com uma pergunta na primeira visita, registada com o resto dos consentimentos.
Escrever para quem ainda não é cliente
O erro mais comum nas legendas é escrever para quem já conhece o salão. Frases internas, referências a coisas anteriores, e nenhuma indicação de onde fica ou do que se faz.
Cada publicação é vista por pessoas que nunca lá foram. Vale a pena incluir, sem ser pesado, a zona e o serviço, ou seja, dar um contexto mínimo:
"Tosquia completa da Nina, uma Cocker de pêlo comprido que veio pela primeira vez. Banho e tosquia em Odivelas, marcações pelo link do perfil."
Curto, específico, e com destino. Ajuda encontrar o seu salão no Google.
O que não compensa o esforço
Concursos e passatempos. Trazem seguidores que querem o prémio e não voltam. Uma audiência inflacionada torna os números bonitos e as marcações iguais.
Publicar todos os dias. Insustentável e desnecessário. A qualidade da quarta publicação do mês vale mais do que a trigésima.
Responder a marcações por mensagem privada. Consome horas, acontece a horas impossíveis, e não deixa registo na agenda. É exactamente o problema que a marcação online resolve.
Medir o que interessa
Seguidores, gostos e alcance dizem pouco. Duas perguntas dizem tudo:
Quantas pessoas clicaram no link do perfil este mês? Quantas dessas marcaram?
Se a primeira for baixa, o problema está nas publicações, que não convidam a nada. Se a primeira for alta e a segunda baixa, o problema está no destino, e provavelmente é o processo de marcação a exigir demasiado de quem chega.
Para ter um destino que converte quem vê o trabalho, crie a página do seu salão e ponha o link no perfil.